

Por que Brasília?
Porque muita gente decide o nosso futuro sem conhecer a nossa realidade. Brasília precisa ouvir mais quem já trabalhou em vários empregos. Quem sabe o que significa depender do SUS. Quem pega ônibus. Quem conhece a violência da exclusão. Quem sabe que política não é sobre enriquecer. É sobre fazer o melhor para todas as pessoas.É claro que levar uma travesti ao Congresso Nacional não resolve todos os problemas do Brasil. Quem dera resolvesse. Mas ajuda a mudar quem participa das decisões.

Representatividade não
é privilégio. É democracia.
O Brasil tem uma população trans que, historicamente, foi afastada dos espaços de poder, enquanto enfrenta níveis alarmantes de violência e exclusão. O Brasil permaneceu, pelo 17º ano consecutivo, como o país com o maior número de assassinatos de pessoas trans registrados no levantamento internacional. Os números revelam ainda mais sobre quem está sendo atingido: 93,3% das vítimas registradas em 2024 eram mulheres trans ou travestis, e 62,5% eram pessoas racializadas.
Diante desse cenário, uma pergunta precisa ser feita: quem está ocupando os espaços onde as leis são construídas?
Na Câmara dos Deputados, a história começou a mudar em 2023. Erika Hilton e Duda Salabert foram as primeiras deputadas federais trans eleitas na história do Brasil. Eu quero ser a próxima.

No que eu acredito
Eu acredito numa política que transforma a vida de verdade. E Transformação não é um discurso. É Trabalho com dignidade. É Transporte que funciona. É Tratamento digno na saúde. É Tecnologia a serviço das pessoas. É Transparência para quem governa. É Tempo para viver, e não apenas sobreviver.
Eu defendo um país em que mulheres tenham direitos respeitados. Pessoas trans possam existir com dignidade. Pessoas com deficiência tenham acesso garantido. E em que trabalhar seja sinônimo de oportunidade, não de exploração. O Brasil não precisa de mais promessas. Precisa de Transformação.
SOBRE MIM
EU,

Eu aprendi no ônibus lotado. No balcão. No caixa. Na rua. Na fila.Na madrugada. No preconceito.
No recomeço. Nasci e cresci no Cajuru, Curitiba.
Sou caçula entre três irmãos. Trabalho desde cedo porque, pra muita gente, o futuro não chega pronto.
Fui balconista, atendente de fast-food, cabeleireira, maquiadora, panfleteira, estudei jornalismo
e trabalhei em uma das maiores agências
de comunicação e publicidade de Curitiba.Vivi em Brasília. Vivi na Bélgica. Voltei pra casa sabendo
que nenhum lugar faz sentido quando a maioria
das pessoas continua sem acesso ao básico.
A arte me ajudou a encontrar minha própria voz. A minha identidade me ensinou algo ainda
maior: enxergar um país que insiste em deixar muita gente do lado de fora. Hoje, transformo essa trajetória em compromisso público.
Só quem conhece a realidade sabe exatamente o que precisa mudar.

NA MÍDIA
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Dizem que ser de esquerda no sul é muito difícil. Ser de esquerda, no Paraná, ainda mais. Imagina ser de esquerda, negra e trans vivendo em um dos estados que mais assassinam travestis e
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Carol Silva, nome de urna de Caroline Felisbino da Silva, é candidata a deputada federal pelo Paraná na eleição de 2026, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com o número 1324. Tem 34 anos.
Quando a coragem vira pré-candidatura
Ontem saí do meu conforto — e confesso que do sofá também — para ir até a sede do Partido dos Trabalhadores acompanhar um momento bonito da política: o lançamento da pré-candidatura a deputada federal de Carol Silva.